terça-feira, agosto 02, 2005
Upgrade para Fedora 4
cd /usr/share/hal/fdi/policy
mkdir 90user
cd 90user
<!-- -*- SGML -*- -->
<!-- Este .fdi garante que qualquer dispositivo "vfat" será montado com suporte a utf8 -->
<deviceinfo version="0.2">
<device>
<match key="volume.fstype" string="vfat">
<merge key="volume.policy.mount_option.iocharset=utf8" type="bool">true
</match>
</device>
</deviceinfo>
quinta-feira, junho 24, 2004
7 meses de Linux - Ambiente básico e distro
Tenho conversado com alguns amigos sobre a experiência na utilização de uma estação radicalmente suportada por Software Livre. Para isto estou escrevendo uma série de "posts" tentando fazer um pequeno resumo sobre as minhas aventuras de desventuras durante este período.
Distribuição
Atualmente estou trabalhando com o Fedora Core 1 (veja post anterior). A grande vantagem de se utilizar uma distribuição popular é a disponibilidade de RPMs prontos para instalação e upgrade dos principais programas, além de poder contar com um serviço de upgrades "automáticos" de seguranças nos componentes críticos. O automático aqui vai por conta do fato que não é exatamente um processo automático, mas é tão simples quanto o Windows Update do Windows XP.
A grande questão, porém, é um problema e ao mesmo tempo uma vantagem do Linux em geral. Muitas opções de programas para fazer mais ou menos a mesma coisa, freqüentemente se sobrepondo, compartilhando bibliotecas e tal. Nada de errado, mas imagino que uma distribuição com menos alternativas (somente o Gnome, por exemplo) traria melhor usabilidade.
Grandes empresas estão trabalhando na direção disto: uma distro com menos alternativas e focadas em usabilidade para o usuário final. E a escolha natural parece ser o Gnome. Eu não tenho experiência com o Kde, mas as minhas tentativas de usá-lo foram frustantes. Novell/Ximian, Sun e IBM estão trabalhando nesta direção. a turma do OpenOffice.org e do Mozilla está bem mais próxima do Gnome.
Hardware, VPN, infraestrutura
A questão do Hardware é a que mais tem me dado dor de cabeça. Uma Webcam que eu tinha aqui (emprestada) nunca funcionou (falta de drivers ou habilidade minha para configuração). Algumas vezes o processo de boot é interrompido na linha que carrega as funções de gerenciamento de energia, me obrigando a ligar-e-desligar a máquina (uma placa Intel 845, com P4 1.8). Meu leitor de cartões SD, que é um card-reader chinês sem marca na etiqueta, funciona quando quer. A comunicação com o Palm é uma aventura.
Hardware talvez seja a única questão ainda complicada em uma estação Linux voltada para o usuário final. Pelo que ouço por aí os avanços são impressionantes mas o resultado é parecido com o que tínhamos no Windows 95 e seu "plug and pray"1: só rezando.
Depois de tudo instalado e funcionando, porém, pode-se fazer atualizações dos programas existentes sem muita dor de cabeça.
Se precisar estabelecer uma VPN simples, usando PPTP para conectar com um servidor Windows do seu escritório, não se preocupe: vá para o sourceforge, projeto pptpclient e está tudo explicadinho, com RPMs2 para o programa e para o kernel.
Os próximos posts vão explorar o que temos disponível como ferramentas de desktop e outro para as ferramentas de desenvolvimento de sistemas
1) Brincadeira com plug-and-play, uma tecnologia que foi utilizada pela Microsoft pela primeira vez no Win95. Em português a tecnologia é "ligar e funcionar" e o trocadilho "ligar e rezar".
2) RMP é um tipo de especial de arquivo, utilizado para atualização dos componentes do sistema ou das aplicações. É um formato utilizado por algumas distribuições, especialmente as da Red Hat. Como uso o Fedora (que é da RedHat) menciono este.
segunda-feira, junho 14, 2004
Novo Firefox 0.9 RC
UAU!
Muitas melhorias!. Se eu já estava apaixonado pelo Firefox (veja o blog do dia 10/3), agora então não uso outro. Por enquanto só instalei a versão Linux e estou adorando.
segunda-feira, junho 07, 2004
Falta de Informação: a arma da MS contra o Software Livre
A Micro$soft não alivia na briga contra o Software Livre e nesta semana tivemos duas notícias interessantes.
A primeira é uma alegação feita na semana passada pelo seu diretor no brasil, Emílio Umeoka, de que o Brasil fechando questão com o Software Livre estaria dando uma passo semelhante à Lei da Informática.
Acho que protecionismos de qualquer ordem, feitos à priori, tendem a ser nocivos às sociedades, portanto não defendo esta posição do Governo em Favor do Software Livre. Creio que as decisões no campo da Tecnologia devem obedecer a critérios amplos, técnicos, científicos e comerciais.
Agora, invocar a Lei da Informática é como invocar o Bicho Papão em músicas de ninar. Explora-se a ignorância das pessoas (legisladores, imprensa e público em geral) para ameaçá-las com uma coisa ad qual elas tem medo. A comparação é uma bobagem. Grandes institutos de pesquisa internacionais têm mostrado que cada vez mais o Software Livre está se apreserntando como um novo Modelo de Negócios. Existem inúmeros artigos sobre o tema disponíveis sobre o tema, e na semana passada eu li um bem interessante, escrito por Jeff Reifman.
De outro lado é importante ressaltar que pouca gente compreende totalmente on conceitos e o modelo de negócios do SL. O próprio governo tem anunciado programas de estímulo ao SL ao mesmo tempo que anuncia ambiciosos planos para a exportação de software. Será que ninguém percebe que estas duas coisas são uma antítese? Se estamos falando de Software Livre podemos falar, no máximo, de exportação de serviços de informática, mas não de software.
O modelo de negócios do Software Livre é um modelo que privilegia a prestação de serviços em detrimento das liceças. É conceitual!
sexta-feira, abril 09, 2004
Fedora Core I - instalando
Depois de enfrentar um travamento geral na minha instalação (RH9) devido à algumas barbeiragens com a (tentativa de) instalação do Gimp 2.0, decidi reinstalar completamente a minha máquina já que nestes dias tenho trabalhado prioritariamente em Windows e poderia me dar ao luxo de ficar com uma instalação incompleta por algum tempo.
Escolhi instalar o Fedora Core I, já que ainda me considero muito newbie em Linux para tentar uma instalação da versão 2, que incorpora o kernel 2.6 e o novo Gnome. O Core I (Yarrow) já vem com o Gnome 2.4, o que me deixou satisfeito por enquanto. A instalação foi simples como tinha sido a instalação do RH9 e até agora tudo corre bem.
O primeiro passo (depois de instalado o sistema a partir dos CDs) foi atualizar os pacotes usando o RH Update Agent (tinham muitas atualizações, inclusive uma de kernel). Em seguida fui instalar a VPN com o nosso escritório, usando PPTP e com isto ter acesso aos nossos documentos internos de suporte, etc.. Para isto, fui ao site http://pptpclient.sourceforge.net e baixei os arquivos necessários (rpm's, muito simples), segui as instruções de instalação e tudo funcionando muito fácil. Alguns macetes de configuração, porém, são importantes:
1) No programa de configuração (pptpconfig), aba Micelaneus, coloque este texto na caixa de edição Options for pppd:
require-mppe refuse-eap nobsdcomp
2) No mesmo programa, aba Routing, selecione Client to LAN e adicione a máscara da rede remota. No nosso caso, temos uma rede em 192.168.88.0 255.255.255.0. A máscara (na sintaxe do route do Linux) fica 192.168.88.0/24
3) Na aba DNS coloque o servidor de DNS da rede onde você vai se conectar em primeiro lugar. Se quiser colocar servidores alternativos, separe os endereços IP por espaços (ex: 192.168.88.1 192.168.1.1).
Pronto!
O próximo passo será a habilitação da edição dos menus de aplicações (do Gnome). Mas isto fica pra outro dia porque já é tarde.
quarta-feira, março 10, 2004
Mozilla Firefox
O projeto Mozilla liberou recentemente mais uma versão do seu novo navegador, agora rebatizado como Firefox. O nome Firebird foi novamente trocado e agora eles juram que é o "definitivo".
Para quem não conhece, o Forefox é um navegador completamente novo, que compartilha o código de interpretação das páginas com o Mozilla mas que tem uma interface completamente nova.
Quem gosta de utilizar o teclado vai adorar a possibilidade de digitar, em qualquer página, as primeiras letras de um link e o cursor ir diretamente para aquele ponto, bastando um <enter> para navegar para o Link. Ainda para a turma do teclado, um conjunto de teclas aceleradoras bem organizado facilita muito a utilização do navegador sem o uso do mouse.
Quem gosta de mouse, no entanto, não vai ficar decepcionado. O uso inteligente do terceiro botão do mouse permite que se abram janelas em TABs e outros mimos. Mas a grande novidade, aqui, é a implementação do conceitos de gestures através de extensões. Eu recomendo a All-in-One Gestures. Com esta extensão você pode configurar para que "gestos" com o mouse na tela acionem funções como "voltar", ou "ir para um nível acima no mesmo site" ou abrir uma nova janela, fechar a corrente, etc.
Aliás, o conceito de extensão é o conceito mais poderoso desta ferramenta, permitindo que que o usuário escolha facilidades adicionais para a sua instalação de navegador, sem deixar o produto pesado e complicado para todo mundo. A idéia é simples, mas poderosa: a instalação do Firefox inclui apenas funcionalidades "básicas" de navegação e um nível de "configurabilidade" que deve agradar ao usuário médio. Todos os recursos avançados de configuração e funcionalidade são adicionados depois, através das extensões.
No meu caso, instalei o ChromEdit que permite editar configurações avançadas do browser; Image Zoomer, que faz zoom de imagens acionando-se o botão direito sobre elas; TextZoom (em homengagem ao meu amigo Ronaldo) que altera o tamanho default das letras das páginas e implementa um esquema para alterar o tamanho das letras com CTRL+rodinha-do-mouse; Mozilla Google Toolbar, um clone do utilitário do Google para o IE; e o Tabbbrowser Preferences que habilita configurações avançadas sobre como controlar as abas do browser. Além destas, a já mencionada extensão de gestures completa um ambiente que eu considero o mais confortável para navegação na Internet atualmente.
Da maneira como tudo está instalado por aqui, eu posso abrir os links de uma página em TABs (clicando no botão do meio do mouse), enquanto continuo lendo a página atual. Quando termino de ler esta página, um gesto com o mouse fecha a tab corrente desviando o foco para a pŕoxima, cujo conteúdo foi carregado enquanto isto. Outro gesto e eu alterno entre as diversas tabs carregadas, consultando o conteúdo das páginas. Tudo muito confortável, sem colocar a mão no teclado.
Por outro lado, quando estou utilizando aplicações pela web, as aceleradoras de teclado permitem o contrário: trabalhar sem colocar a mão no mouse. Muito conveniente!
Fechando a lista de elogios, o ambiente de desenvolvimento de páginas, com um DOM inspector nativo e um conjunto excelente de plugins para construção e depuração de javascript fazem deste navegador o melhor de todos para o desenvolvimento de págias Web.
Versões para Windows, Linux e Mac. Na minha máquina, rodando Linux RH 9, instalei alguns dos plugins citados na página de plug-ins do Mozilla: Adobe SVG para visualizar arquivos gráficos SVG, GXINE para a viasualização de streams de áudio e vídeo, Java e Flash. Se só! Para os demais tipos de arquivo (inclusive PDF) deixo o Firefox me perguntar o que eu quero fazer e peço para ele abrir o arquivo com um programa específico, dependendo do caso.